A entidade já marcou para 11 de abril a realização das novas provas e comunicou que não haverá qualquer custo adicional para os 18,5 mil bacharéis que fizeram os testes em todo o país.
A decisão de anular as provas foi tomada porque um candidato que prestou o exame em Osasco (SP) foi pego com as respostas da prova prática de Direito Penal anotadas a lápis em um volume do Código Penal. A segunda fase do exame permite que os candidatos consultem os códigos. Em Osasco, cerca de 150 bacharéis fizeram o exame.
Na última terça-feira, a OAB pediu que a Polícia Federal investigasse o vazamento. O presidente nacional da Ordem, Ophir Cavalcante, disse esperar que a PF, “com toda tecnologia de que dispõe”, descubra os culpados pela fraude. Cavalcante também disse que a sindicância aberta pelo Cespe da Universidade de Brasília prosseguirá. Em parceria com a OAB, o Cespe é responsável pela elaboração e aplicação do exame em todo o país.
De acordo com o presidente da Ordem, o Cespe se “compromete a acentuar e privilegiar um sistema de segurança maior do exame, para que as possibilidades de fraude não se repitam e para que possamos aprender com essas situações desagradáveis, mas que acabarão servindo de novo instrumento para afirmar a qualidade do Exame de Ordem”.
A aplicação do Exame de Ordem passou a ser unificada em todo o país no final de 2009. “A unificação está mantida e a credibilidade do Exame de Ordem é o mais importante neste momento”, afirmou Cavalcante.
ig